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19 outubro 2010

Catadores de lixo no Cairo constroem aquecedores solares com material reciclado


Foto: Alexander Heilner- American Public Media)

Na capital do Egito, uma comunidade é responsável pela coleta e reciclagem de cerca de 90% do lixo da cidade: os Zabbaleen (palavra árabe para “catadores de lixo”). A região onde vivem, também chamada de Zabbaleen, é uma cidade que abriga cerca de 50 mil pessoas, construída entre os rejeitos dos mais ricos, um cenário que faz as nossas favelas parecerem condomínios de luxo.
Ainda que vivam com menos de 1 dólar por dia, as casas do Zabbaleen contam hoje com água quente, gás e luz elétrica, tudo proporcionado pelo lixo. Através de iniciativa da Solar Cities, ONG norteamericana, foram construídos aquecedores solares e biodigestores (que queimam lixo e proporcionam gás e eletricidade para a comunidade) a partir dos dejetos de Cairo.
Thomas Culhane, coordenador do projeto, mora no Zabbaleen há quatro anos e desenvolve tudo com muita participação da comunidade. “Preparamos eco-comunidades que possam produzir soluções de água, energia, resíduos sólidos e que as pessoas sintam isso em seus ossos e mãos, que o vivam todos os dias”, enfatizou o pesquisador.
Sistema feito com lixo reaproveitado origina aquecedor solar na comunidade Zabbaleen, no Cairo/Foto: Connie Koeck

As 17 placas solares já instaladas no bairro, construídas com canos de ferro e chapas de alumínio de latas recicladas, aquecem a água que percorre os canos e a enviam a um tanque conectado com mangueiras e válvulas, também extraídas do lixo. Em um dia de sol (que não deve ser difícil no Egito, convenhamos…), uma família pode ter 200 litros de água quente sem gastar nem um centavo.
Segundo Thomas, a tecnologia para confecção de um aquecedor solar é tão simples que até uma criança de 2 anos de idade pode fazer – se ajudada por um adulto, claro. Um programa para o próximo Dia das Crianças?


(Com informações do site EcoDesenvolvimento)
 

01 outubro 2010

Pretinho básico

A indústria depende dele. A política depende dele. Você depende dele. E tudo isso depende do mercado, da descoberta de novas jazidas, do desenvolvimento de tecnologias para exploração e, sobretudo, de um consumo consciente. Entenda por que o petróleo domina o mundo



 

25 setembro 2010

Pesquisa da Unicamp sugere coleta de energia do ar

Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) dizem ter encontrado um mecanismo para coletar energia elétrica do ar úmido.
 
A tentativa de captar energia elétrica a partir do ar é objeto de polêmica


O coordenador do estudo, Fernando Galembeck, apresentou a descoberta em uma reunião da Sociedade Americana de Química, em Boston.

Segundo ele, a técnica explora um efeito atmosférico pouco conhecido.

O cientista brasileiro diz que metais poderiam ser usados para captar a energia, abrindo caminho para uma potencial fonte de energia em climas úmidos.

Outros cientistas, porém, discordam sobre o mecanismo e sobre a escala do efeito relatado por Galembeck.

Circuito

“A ideia básica é que quando você tem qualquer sólido ou líquido em um ambiente úmido, você tem a absorção de água na superfície”, disse Galembeck à BBC.
“O trabalho que estou apresentando mostra como metais colocados sob um ambiente úmido se tornam carregados (de energia)”, afirmou.
Galembeck e seus colegas de pesquisa isolaram vários metais e pares de metais separados por um material não condutor de eletricidade e permitiram que nitrogêneo gasoso com diferentes quantidades de vapor de água passassem por eles.
O que a equipe descobriu é que os metais acumularam carga elétrica – em variadas quantidades, com carga positiva ou negativa. Os metais poderiam ser ligados periodicamente a um circuito para criar eletricidade que pudesse ser utilizada.

O efeito é muito pequeno – coletando uma quantidade de eletricidade equivalente a 0,000001% da produzida em uma mesma área por uma célula de energia solar -, mas parece representar uma forma de acumulação de carga que até agora era ignorada.
Galembeck sugere que com mais desenvolvimento, o princípio poderia ser estendido para se tornar uma fonte de energia renovável em áreas úmidas do planeta, como os trópicos.

Debate

Apesar de a ideia de tirar energia do ar ser tentadora, a perspectiva de se conseguir coletar uma quantidade suficiente para tornar o processo viável ainda é uma questão de debate.
Hywel Morgan, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, diz que um efeito semelhante já é conhecido há algum tempo. Ele aponta que o carregamento triboelétrico – a geração de carga elétrica pela fricção de gotas de água sobre gotas de água – é a origem das trovoadas.

“O que achamos que está acontecendo é que ele está jogando vapor de água através dos metais e, com isso, carregando triboeletricamente o vapor de água”, afirma.

Segundo ele, isso resultaria numa carga, mas não seria o mesmo que simplesmente tirar eletricidade do ar úmido.

‘Muito interessante’

O físico Marin Soljacic, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, criador de uma tecnologia de transmissão de energia sem fio conhecida como Witricity, discorda de Morgan.

Ele classifica o estudo coordenado por Galembeck de “muito interessante” e “uma boa área de pesquisa”.

Ele concorda, porém, que a quantidade de carga acumulada nos testes iniciais sugere que pode ser difícil fazer bom uso da técnica.

“Neste ponto, ainda é difícil ver como isso poderia ser usado em aplicações do dia-a-dia”, disse ele à BBC.

Segundo ele, são necessárias mais pesquisas para entender “todas as limitações e o quanto é possível avançar”.
“(Morgan) está certo que um efeito semelhante e relacionado já é conhecido, mas estamos pressionados a encontrar novas fontes de energia renováveis, então acho que ainda é cedo para descartar esta pesquisa”, afirma Soljacic.
Galembeck se diz acostumado com a polêmica que este tipo de trabalho gera, afirmando que as discordâncias sobre o mecanismo por trás dele formam “o motivo principal para discussões acaloradas entre os cientistas”.

“Já houve muitas tentativas de coletar eletricidade da atmosfera, e a maioria teve final infeliz”, diz.

24 outubro 2009

10 Coisas que o aquecimento global poderá mudar para sempre

10. A Grande Barreira de Recifes pode acabar em 20 anos


Em vinte anos, este espetáculo da natureza, que fica nos mares da Austrália, pode sumir. Charlie Veron, que trabalhava como cientista no Instituto de Ciência Marinha da Austrália, afirma que as emissões de dióxido de carbono devem aumentar, e entre 2030 e 2060 todos os corais de recife devem desaparecer. “Este seria o primeiro colapso de um ecossistema no mundo”, afirma Veron.

9. A floresta amazônica pode se tornar um deserto

Lar de milhões de espécies de plantas, um grande número de animais e fonte de um quinto da água fresca de todo o mundo, a maior floresta tropical do planeta pode se tornar um deserto devido ao aquecimento global e desmatamento. Projeções mais pessimistas acreditam que a floresta inteira pode sumir até 2050.

8. O deserto do Saara pode se tornar fértil

Cientistas acreditam que o deserto do Saara e regiões próximas estão ficando mais verdes devido à maior frequência de chuvas nestes lugares. Se a suposição se confirmar, isso pode revitalizar regiões devastadas pela seca. Esta tendência do fim do deserto é apoiada por modelos climáticos que afirmam que o local era uma savana há 12 mil anos.

7. Furacões e ciclones podem ficar cada vez mais fortes

Furacões de categoria 5, mais fortes que o Katrina, que destruiu a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, devem ficar cada vez mais comuns. Os furacões têm maior força devido à água do mar mais quente, e modelos sugerem que, com o aquecimento do mar, os furacões devem ficar mais intensos. O aquecimento global também faz com que o nível do mar fique mais alto, causando enchentes intensas.

6. Londres pode ficar submersa em menos de 100 anos

Áreas urbanas importantes, como Londres, podem acabar embaixo d’água. O aumento dos níveis do mar pode acabar com cidades costeiras, como Londres e Nova York. Cientistas acreditam que com o rápido aumento dos níveis do mar, Londres pode ficar submersa em menos de um século.

5. Os animais podem encolher

O clima mais quente pode favorecer espécies menores, de acordo com uma pesquisa feita em ecossistemas europeus. Além disso, outra pesquisa (veja aqui), mostra que ovelhas da espécie Soay, na Escócia, estão ficando menores. Isso ocorre porque os animais não precisam engordar tanto no primeiro ano de vida para sobreviver ao frio, fator que também afeta o tamanho de alguns peixes.

4. Duas mil ilhas indonésias podem desaparecer

Pelo menos 2 mil ilhas de arquipélagos na região da Indonésia devem desaparecer até 2030, em consequência do excesso de mineração e outras atividades que prejudicam o meio ambiente local. A Indonésia já perdeu 24 de suas mais de 17 mil ilhas. Ok, este iitem não é sobre aquecimento global.

3. Aquecimento global pode favorecer o terrorismo

O aquecimento global pode desestabilizar a economia de países mais pobres, favorecendo migrações em massa e problemas sociais, que muitas vezes causam o terrorismo. O clima pode afetar as atividades econômicas e complicar as condições de vida em muitos lugares, possivelmente aumentando o número de pessoas dispostas a pegar em armas para lutar.

2. Os Alpes podem derreter completamente

Nos últimos anos, a queda de neve tem sido menor, e o gelo em várias montanhas está derretendo. Acredita-se que geleiras derretam até 2050, prejudicando as atividades comerciais como o ski em montanhas nos Alpes Suíços. Recentemente a Itália e a Suíça decidiram redefinir sua fronteira, já que o aquecimento global dissolveu geleiras dos Alpes que marcavam fisicamente a fronteira.

1. As Ilhas Maldivas podem ficar submersas

O país mais baixo e plano do mundo está vendo as suas ilhas ficarem cada vez menores devido ao aumento dos níveis do mar. Os habitantes das ilhas e os milhares de turistas que visitam o local devem começar a se preparar para o fim do lugar, já que cientistas preveem que em menos de cem anos o local deve desaparecer.

Fonte: [ODDEE]
Colaboração: Gabriela Dotto (Acadêmica do 8º semesetre de Ciências Biológicas)

17 outubro 2009

'Invasão' de cobras gigantes ameaça fauna dos EUA, diz instituto

O instituto geológico americano US Geological Survey (USGS) está alertando para uma "invasão" de cobras gigantes que ameaça a fauna nativa do país.


Esta sucuri é uma das espécies não-nativas achadas na Flórida. Foto: Skip Snow, National Park Service

Um relatório do USGS divulgado esta semana afirma que algumas regiões americanas - como o sul da Flórida - estão sendo invadidas por dezenas de milhares de pítons não nativas, que são uma séria ameaça à fauna americana.
O documento de 300 páginas afirma que nove espécies de cobras são a principal ameaça à região. Segundo os cientistas, os pássaros, mamíferos e répteis dos Everglades - a região pantanosa da Flórida - nunca tiveram de enfrentar predadores tão grandes antes.
Algumas delas têm seis metros de comprimento e pesam até 90 quilos.
Estimação
As espécies píton burmesa e jibóia constritora já povoaram parte do sul da Flórida. A jibóia africana também estaria formando uma grande população na região.
Especialistas afirmam que muitas das cobras gigantes não-nativas foram jogadas na região dos Everglades pelos próprios donos dos animais, que às criavam como animais de estimação.
"Estas cobras [...] têm dietas amplas que fazem com que elas possam comer a maior parte dos pássaros e mamíferos nativos."
Gordon Rodda, cientista do USGS
Algumas foram jogadas porque ficaram grandes demais para serem criadas pelos donos. Outras teriam escapado das suas jaulas durante o furacão Andrew, de 1992.
Os pântanos úmidos do Everglades são ideais para a proliferação de cobras grandes, que podem colocar até 100 ovos de uma só vez.
O instituto americano afirma que tem poucos recursos para combater a rápida proliferação dos animais.
"Estas cobras amadurecem cedo, produzem grandes quantidades de crias, viajam longas distâncias e têm dietas variadas e amplas que fazem com que elas possam comer a maior parte dos pássaros e mamíferos nativos", diz o cientista Gordon Rodda, da USGS.
O relatório diz que as cobras, além de perigosas para os demais animais, são uma ameaça também para as pessoas, apesar de ressaltar que isso é mais raro. A maior parte das vítimas das cobras são pessoas que criam os animais em casa.
Além da Flórida, outros ecossistemas em outros Estados americanos, como o Texas, também estariam sob ameaça.

Cientistas implantaram um rádio para monitorar uma píton burmesa. Foto: Lori Oberhofer, National Park Service

27 setembro 2009

Os Animais Salvam o Planeta - 01



Conheça os suricatos Smith, o leopardo Spot, o urso polar Reg e o leão Dênis. Estes animais têm uma mensagem selvagem para você.
Aqui vai o primeiro de uma série de vídeos dos canais Discovery Channel e Animal Planet, sobre preservação do meio ambiente.